Curso de Psicanálise Fácil- Exemplos de Contratransferência
Curso de Psicanálise Fácil- Exemplos de Contratransferência
Neste artigo, exploro a contratransferência na prática psicanalítica, um fenômeno complexo em que os processos mentais do analista impactam o relacionamento com o analisando. Apresento exemplos comuns de reações que podem surgir e destaco a importância de reconhecer e manejar essas respostas para garantir um tratamento eficaz.
Manifestações da Contratransferência
Curso de Psicanálise Fácil- Exemplos de Contratransferência; são múltiplas as contratransferências, pois qualquer elemento dos processos mentais do analista pode ser deslocado para o analisando.
Reações Generalizadas da Contratransferência
A seguir alguns exemplos de reações gerais do analista: sentir-se indispensável, ou pensar que sabe e conhece tudo, desejo de controlar e manipular, ansiedade para descobrir os segredos íntimos ou as fantasias do analisando, gratificar impulsos de agressão quando são sádicos, causando ao analisando sofrimento, desconforto ou frustração; há casos que os analistas são
masoquistas, se deixam manipular pelos analisandos, e são puxados para atividades indevidas.
O analista pode selecionar tipos de analisandos para gratificar os seus impulsos libidinosos, outras vezes para gratificar desejos se interessando mais por analisandos humildes, ricos, por idade, sexo específico, orientação sexual, atratividade física, inteligência, ou analisandos extremamente dependentes, ou muito independentes; outros analistas gostam de provocar regressão emocional intensa nos analisandos, enquanto outros buscam selecionar analisandos com pouco sentimento. Conhecendo o Eneagrama pode-se perceber que cada Eneatipo, pode ter preferências inconscientes e dessa forma o analista terá atitudes específicas.
Ex.: o analista tipo 4 pode preferir inconscientemente tratar de analisandos trágicos, vitimistas.
Reações Específicas da Contratransferência
Analisandos em particular podem causar reações específicas nos analistas, porque conflitos não resolvidos destes, são associados com os comportamentos daqueles. Pode ocorrer que os conflitos do analisando são muitos parecidos ao do analista.
Ex.: os dois passam por processo de divórcio. Assim o analista pode ficar impedido de reconhecer claramente os conflitos do analisando, por ficar com temor de reconhecer os próprios problemas.
Ex.: um analista com forte conflito devido a impulsos homoafetivos latentes, pode interpretar de modo desproporcional os conflitos homossexuais do analisando.
As experiências de vida, os preconceitos do analisando, podem provocar reações moralistas dos analistas. A superidentificação do analista com o analisando pode prejudicar a objetividade do profissional, ou a ficar do lado do analisando, contra as pessoas do seu meio. A perda da plena atenção do analista pode ser um reflexo dos problemas dele. Querer moldar o analisando pode
ser o resultado do uso indevido do analisando para os propósitos inconscientes do analista.
A superambição psicoterapêutica do analista ou falta de ambição dele, podem influenciar o tratamento. A contratransferência pode dificultar a compreensão do conteúdo apresentado pelo analisando e influenciar a escolha do tratamento, se dirigido ao insight (TI) ou ao apoio (TA).
Analistas (tipo 9, tipo 6 fóbico, do Eneagrama) podem ter problemas quanto a permitir ao analisando crescer e ser independente, porque vai colidir com os próprios problemas de dependência dos Eneatipos, 9 e 6. Analistas tipo 8 ou tipo 6 contra-fóbicos, podem instigar o analisando a serem agressivos, transferindo a própria agressividade.
Muitas formas de contratransferências existem. O analista deve ficar superatento a elas. Muitos mecanismos de defesa inconscientes (racionalização, deslocamento, negação, etc.) podem ser instrumentos dos analistas e podem prejudicar seriamente o tratamento.
A contratransferência nunca é completamente eliminada, mesmo nos mais experientes psicoterapeutas. E elas servem justamente para o tratamento evoluir, quando bem usadas pelo analista, quando ele sabe minimizar os efeitos negativos dela, e aproveitar o potencial psicoterapêutico. Analistas inexperientes fazem mais contratransferência que os experientes.
Os Sinais de Contratransferência
1. Bloqueio significativo, persistente ou periódico, para a compreensão do analisando e seus
conflitos.
2. Sentir ansiedade ou irritação durante a sessão.
3. Sentimento de culpa, ciúme, inveja, raiva, simpatia excessiva, excitação sexual ou amor.
4. Equívocos no horário, erro na conta dos honorários, lapsos verbais.
5. Preocupação demasiada com o analisando.
6. Querer saber da vida pessoal do analisando, além do que seria ético e profissional.
7. Fantasias com o analisando.
8. Falar do analisando para outras pessoas.
9. Ficar ansioso ou depressivo com a proximidade da sessão.
Como Lidar com a Contratransferência
1. Reconhecer a existência da contratransferência, o que implica em contínuo processo de auto-
avaliação do analista.
2. O analista só poderá lidar com a contratransferência depois de dominar seus próprios
mecanismos de defesa.
3. Ler, estudar, sobre todos os tipos possíveis de contratransferência.
4. Consultar colegas analistas para fazer a própria TI, quando não consegue solucionar os
conflitos pessoais.
5. Ao lidar com um analisando com quem ocorre forte reação contra transferencial, melhor é
deixar de atendê-lo, pois o tom e as escolhas das palavras, as interpretações, contaminarão a
situação psicoterapêutica.
6. Quando o analista tem plena consciência da contratransferência, pode usá-la em favor da
psicoterapia, mudando as suas reações.
7. Alguns analistas chegam ao ponto de manifestar a contratransferência para o analisando, de
modo que a sua honestidade tornará a psicoterapia mais eficaz.
8. Quando bem explorada a contratransferência servirá para o próprio desenvolvimento do
analista.
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A contratransferência é um conceito essencial na psicanálise, referindo-se às reações inconscientes do analista em resposta ao analisando, que podem influenciar o curso do tratamento. O conteúdo aborda exemplos de contratransferência, desde desejos de controle e manipulação até superidentificação e respostas emocionais intensas. São discutidas estratégias para que o analista lide com essas respostas, como autoconhecimento, consulta a colegas e treinamento contínuo. O objetivo é que, ao dominar a contratransferência, o analista consiga usá-la positivamente no processo terapêutico, promovendo o desenvolvimento de ambos.
Saiba mais sobre
O que é contratransferência na psicanálise?
É o conjunto de reações inconscientes do analista em resposta ao analisando, que podem afetar o tratamento.
Quais são exemplos comuns de contratransferência?
Sentir-se indispensável, desejo de controle, ansiedade para conhecer segredos do analisando e reações baseadas em atração ou agressividade.
Como a contratransferência pode impactar o tratamento?
Pode limitar a objetividade do analista, afetar a escolha do tratamento e causar envolvimento emocional excessivo.
Que sinais indicam a presença de contratransferência?
Sinais incluem ansiedade, irritação, lapsos como erros de horário ou contas, e fantasias com o analisando.
Quais estratégias ajudam a lidar com a contratransferência?
Autoconhecimento, consulta a colegas e estudos contínuos sobre o tema são essenciais para o manejo adequado.
Como a contratransferência pode ser usada positivamente?
Quando bem manejada, pode ser explorada para aprimorar o tratamento e o desenvolvimento pessoal do analista.

