Duração, frequência e ausências na psicanálise

Duração, frequência e ausências na psicanálise
Quando falamos sobre psicanálise, é essencial entender como fatores como a duração do tratamento, a frequência das sessões e as ausências podem impactar diretamente os resultados terapêuticos. No artigo de hoje, vou explorar esses aspectos para que você compreenda como eles moldam o processo e contribuem para a eficácia do tratamento.
Duração do Tratamento
Quanto maior o problema a ser resolvido, mais tempo será gasto no tratamento. Deve-se considerar o tempo de cada sessão, o tempo total na TI ou TA, a frequência das sessões.
Na TI, se o analista for muito exato, informando que com “X” sessões finaliza o tratamento, pode ocorrer:
1. O analisando fantasia que é só cumprir aquele tempo e pronto, estará curado.
2. Se o resultado for positivo antes do número de sessões, desacreditará do analista.
Na TA a duração pode ser curta ou longa, dependendo de cada enfermidade e tipo de analisando, como no caso de psicóticos, depressivos, esquizofrênicos, boderline, bipolares.
O tratamento pode ser intermitente ou prolongado. Em casos de conflitos psíquicos súbitos, agudos, crises, surtos, a TA será curta e eventual. Suspende-se as sessões até novos episódios de crise. Na TA sugere-se a expressão para a definição de tempo: “tão longo quanto for necessário”.
A Frequência das Sessões
Na TI a frequência das sessões é muito importante para se estabelecer um relacionamento transferencial significativo, dos conteúdos emocionais do analisando deslocados para o analista. E quanto mais intensas as transferências fantasiosas, mais séria será a enfermidade mental do analisando. A frequência deve ser fixada no contrato, assim como numa academia de ginástica se fixa o número delas por mês.
Na TA o analista tem maior amplitude e flexibilidade para esquematizar a frequência das sessões, de acordo com as ocasiões em que há aumento dos sintomas ou do estresse.
Pode-se sugerir sessões extras ou mais frequentes, ou espaçar as sessões, sem precisar interpretar os significados transferenciais, pois na TA, o mais importante é manter a harmonia consciente e o alívio imediato dos sintomas.
A Duração das Sessões
Na TI sessões de 50 min a 1 hora, são comuns, para que se estabeleça significativa relação transferencial. Terminar a sessão mais cedo ou mais tarde em relação ao combinado no acordo, poderá ter significados transferenciais diferentes. Exemplos: alguns analisandos podem guardar o material mais importante para o final da sessão, e se for terminada mais cedo esse material será perdido. Se um analisando colocar o material transferencial mais importante bem no início da sessão, poderá ficar a sensação de não ter mais nada para dizer, e a sessão “perder a força”.
Na TA a duração das sessões difere bastante. Para evitar a mobilização de conteúdos inconscientes pode-se limitar o tempo para 15 ou 30 minutos, buscando sempre o relato consciente do analisando. Para evitar-se o vazio no final de uma sessão o analista pode dizer “talvez isto seja tudo o que você tem para falar agora”. Em outra situação, o analisando poderá precisar de reforço nos poucos minutos finais.
As Ausências
Na TI o analista vai motivar o analisando para que ele compareça às sessões, caso resista por algum motivo de transferência negativa (sentimentos hostis dirigida ao analista), usando racionalizações. O analista pode também reforçar o fator do compromisso financeiro, pois se o analisando faltar, pagará a sessão da mesma forma.
Na contratransferência negativa (sentimentos dirigidos ao analisando) o analista pode faltar à sessão, na tentativa de punir o analisando.
Tanto o analisando como o analista pode manipular a situação planejando compromissos justamente no horário da sessão.
Por óbvio, em casos de doenças, não será cobrada a sessão, todavia, deve ser observada a transferência negativa, por “doenças” de última hora que ocorrem bem no dia da sessão.
Na TA é permitida as defesas psíquicas do analisando, aceitando-se a perda financeira, uma vez que o objetivo básico da TA é sempre manter a harmonia da relação psicoterapêutica. Caso o analisando se sinta muito ansioso ou culpado pelas ausências, pode ser interessante que o analista cobre a consulta, como forma de manejo psicoterapêutico.
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No contexto da psicanálise, a duração do tratamento e a frequência das sessões são cruciais para estabelecer uma relação transferencial significativa e eficaz entre o paciente e o terapeuta. Dependendo do tipo de terapia (TI ou TA), esses fatores variam em intensidade e propósito. A terapia pode ser ajustada conforme a gravidade dos sintomas e as necessidades do paciente, visando tanto o alívio imediato quanto uma abordagem mais profunda e contínua. Além disso, as ausências durante o tratamento são tratadas de forma diferente, levando em consideração fatores como transferências negativas e compromissos terapêuticos, sempre buscando manter a harmonia da relação psicoterapêutica.
5. Lista de perguntas e respostas
O que influencia a duração do tratamento psicanalítico?
A duração depende do tipo de enfermidade do paciente e do nível de gravidade dos seus sintomas, podendo ser curta ou prolongada.
Como é definida a frequência das sessões em psicanálise?
Na TI, a frequência é fixa e estruturada para desenvolver uma relação transferencial intensa. Na TA, a frequência é mais flexível, ajustada conforme os sintomas se manifestam.
Por que a duração das sessões pode variar?
A duração pode ser ajustada para evitar a mobilização de conteúdos inconscientes ou para maximizar a relevância do material transferencial apresentado pelo paciente.
O que ocorre se o paciente faltar às sessões?
Em caso de ausência na TI, o paciente pode ser motivado a comparecer, considerando também o compromisso financeiro. Na TA, a ausência é gerida de forma a manter a harmonia da relação terapêutica.
Quais são as possíveis razões para um terapeuta faltar a uma sessão?
Um terapeuta pode faltar devido a contratransferência negativa, que pode ser uma forma inconsciente de punição ao paciente.
Como lidar com transferências negativas em sessões de psicanálise?
O terapeuta pode explorar racionalizações e sentimentos hostis dirigidos a ele, ajudando o paciente a compreender esses sentimentos no contexto da relação terapêutica.

