Psicanálise Fácil e Prática – Artigo 5

Psicanálise Fácil e Prática – Artigo 5

Psicanalise

Psicanalise

A psicanálise sempre me intrigou pelo modo como aborda a mente humana e seus conflitos. Ao explorar este artigo, convido você a entender como essa abordagem pode ser prática, moderna e integrativa, sem os rodeios típicos das teorias clássicas.

A psicanálise é uma teoria geral muito consistente do comportamento humano. Embora tenha contraindicações, ela serve para orientação básica de como funciona a mente humana. Outras abordagens clinicas ou teorias de psicoterapia, como a TCC (terapia Cognitivo Comportamental) a Psicoterapia Positiva, etc.

Podem ser compreendidas dentro da teoria básica da psicanálise. Uma teoria não exclui a outra. Hoje é comum um psicanalista/psicoterapeuta atualizado, moderno, evoluído, usar táticas de psicanálise, TI, TA, associadas a táticas de TCC, Mindfulness, Positiva e tantas outras abordagens.

Claro que os psicoterapeutas radicais, não evoluídos e presunçosos, como alguns psicanalistas formais como também os psicoterapeutas cognitivo comportamentais (TCC), só para dar dois exemplos, que nunca ouviram falar de contraindicações, vão se indignar com tanta liberdade psicoterapêutica. Eles acreditam que existe teoria padrão, terapia padrão, paciente padrão, doença padrão, consultório padrão, etc., colocam um código de barras na testa do analisando (paciente, cliente, consulente), e seguem iludidos que podem curar todas as enfermidades psíquicas com o limitado conhecimento que idolatram, de uma só abordagem psicoterapêutica. Sobre os radicalismos vamos tratar longamente em um livro que estamos escrevendo.

A psicoterapia é uma arte clínica, resultado da contínua experiência no contato com o analisando, a pessoa que é analisada pelo psicanalista (analista ou psicoterapeuta). A psicanálise é um tipo de psicoterapia, que significa, a cura pela psique, pela mente, pela palavra.

Preferimos este nome ANALISANDO, porque “paciente” coloca a pessoa numa situação passiva, numa zona de conforto, dependente do analista, e é justamente o que se espere de uma pessoa é a sua plena liberdade e reponsabilidade. Paciente não condiz com autodeterminação. Paciente é um termo usado no modelo clínico antigo, doente cura, dependente do remédio e da suposta autoridade do médico.

A psicoterapia não pode ser aprendida apenas pelos livros didáticos, porque um livro serve de base (um norte) para as consultas nas práticas clínicas.

A proposta do valioso livro de Paul Dewald é apresentar a teoria mínima da psicanálise breve (TI), de forma prática, rápida, sem aquelas teorias inúteis e difíceis, cheias de rodeios, longas, com aspectos controvertidos e abstratos (como toda teoria), típicos dos livros de psicanálise clássica, que assim são escritos para dar mais credibilidade ao seus autores, o que é um equívoco claro. Quanto mais teoria existe, mais termos técnicos são infiltrados na cabeça do analista, mais linguagem controversa permanece lá, mais o analista se afasta do analisando, atordoado que fica com tantas explicações e expressões confusas.

A psicanálise formal (tradicional, clássica),é muito longa, exige muito esforço intelectual, é cara. por isso a maioria das pessoas não tem acesso. Desse moda a psicanálise breve ou psicoterapia breve, aqui chamada de Psicoterapia dirigida ao Insight (TI). é a mais recomendada para o público em geral.

A primeira parte do livro de Paul Dewald, é uma apresentação geral resumida e suficiente da mente humana e da sua psicodinâmica, como se formam os conflitos psíquicos, sob a ótica psicanalítica freudiana (de Sigmund Freud, o pai da psicanálise).

A segunda parte trata das doenças mentais, a psicopatologia, como se formam os sintomas e a classificação das doenças.

A terceira parte trata da psicoterapia na prática clínica, dividida em duas partes, em psicoterapia de apoio (TA) e de insight (TI), com o nosso pleno conhecimento de que na prática clinica a divisão exata não existe; a terceira parte do livro trata também das indicações para a psicoterapia, a avaliação do analisando, o contrato psicoterapêutico, o papel do analisando e do analista, a transferência (os conflitos que o analisando desloca para o analista) e a contratransferência (o que o analista transfere para o analisando), as defesas psíquicas, os conflitos inconscientes, a estratégia e as táticas na psicoterapia de Ti e TA e na psicanálise clássica.

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A psicanálise é apresentada neste artigo como uma abordagem acessível e integrativa para compreender e tratar a mente humana. Explorando desde os fundamentos da mente, segundo Freud, até as práticas clínicas modernas, o texto enfatiza a aplicação prática e a integração de outras teorias, como TCC e Mindfulness. A psicoterapia é descrita como uma arte clínica, destacando-se a psicoterapia breve como uma alternativa eficiente e acessível em contraste com a psicanálise tradicional. O autor critica radicalismos teóricos e propõe um olhar mais flexível e prático para a terapia.

Saiba mais sobre

O que é a psicanálise? É uma teoria que estuda o comportamento humano, focando na mente, nos conflitos inconscientes e na cura pela palavra.

Quais são as limitações da psicanálise tradicional? Ela é longa, exige esforço intelectual e é financeiramente inacessível para muitos.

O que é a psicoterapia breve? Uma abordagem mais prática e direta, chamada de Terapia de Insight (TI), que simplifica os princípios psicanalíticos para torná-los mais acessíveis.

Como a psicanálise se relaciona com outras abordagens? Ela pode ser combinada com técnicas como TCC, Mindfulness e Psicoterapia Positiva, ampliando sua eficácia.

O que significa o termo ‘analisando’? Refere-se à pessoa em terapia, destacando sua responsabilidade e autonomia, em contraste com o termo ‘paciente’.

Qual é a principal crítica do autor às teorias tradicionais? O excesso de complexidade e tecnicismo, que afastam o terapeuta do analisando e dificultam a prática clínica.

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