Psicanálise: O Contrato Psicoterapêutico

Psicanálise: O Contrato Psicoterapêutico

Imagem ilustrativa de contrato

contrato terapeutico

Ao iniciar um tratamento psicanalítico, é essencial que você compreenda o contrato psicoterapêutico. Ele estabelece as bases do seu processo terapêutico, definindo não só a dinâmica das sessões, mas também o compromisso necessário de ambas as partes. Vamos explorar como esse acordo influencia diretamente os resultados e por que a transparência é fundamental desde o começo.

O Contrato Inicial

A primeira sessão pode facilitar ou prejudicar o tratamento. O psicoanalista deve mostrar grande interesse em ajudar o analisando, pois assim demonstrará a sua verdadeira vocação. Um atendimento ruim poderá acarretar num diagnóstico e prognóstico ruim. Diagnóstico: é o exame dos sintomas do transtorno mental, para se chegar a uma conclusão antecipada sobre a possibilidade de cura, que é o prognóstico.

A Explicação ao Paciente

A regra mais elementar na psicoterapia é deixar claro o acordo psicoterapêutico, explicar com detalhes para o analisando como será realizado o tratamento.
Varia muito a compreensão das pessoas sobre o que é psicoterapia, qual a diferença entre psicanalista, psicoterapeuta, psicólogo e psiquiatra. É de boa prática ética profissional o analista esclarecer o analisando sobre estas diferenças.

1. Psiquiatra: formado em medicina, especializa-se em psiquiatria, prescreve remédios psiquiátricos, pode atuar como psicanalista ou psicoterapeuta também.
2. Psicólogo: formado em psicologia, não pode prescrever remédios psiquiátricos, pode atuar como psicanalista ou psicoterapeuta também.
3. Psicanalista: formado em cursos livres de institutos, escolas ou por meio de profissionais autônomos com fazia Freud. Poder ter formação em psicologia, não sendo obrigatório. Não pode prescrever remédios psiquiátricos.
4. Psicoterapeuta: pode ser psiquiatra, psicólogo ou psicanalista. É um termo geral aplicado às três profissões. O psicoterapeuta pode fazer cursos de formação livre e atuar. Não pode prescrever remédios psiquiátricos.

Também é importante esclarecer sobre qual a abordagem que o psicoterapeuta usa, por exemplo, só a psicanálise ou combina ela com outras formas de tratamento. Sugere-se que o profissional antes da primeira consulta envie para o cliente (analisando, paciente, consulente), por e-mail ou WhatsApp, um pequeno texto esclarecendo todas estas informações, além de outras, assim vai ganhar tempo na primeira sessão, além de mostrar que é uma pessoa preocupada com a qualidade da informação. Pessoas adultas não gostam de surpresas. Melhor esclarecer antes o seu tipo de trabalho e evitar expectativas mágicas por parte do analisando.

O analisando tem o direito a explicações franca, direta, honesta, sobre o compromisso que assumirá em tempo, dinheiro e esforço. O analisando desenvolverá maior disposição para o tratamento porque foi bem orientado já antes da primeira sessão.

Também é muito importante que o analista encoraje ativamente o analisando a realizar o tratamento. Muitos consulentes são indecisos, desconfiados, desanimados, resistentes, fechados, e precisam de um pequeno empurrão.

Eles podem passar uma vida toda de sofrimento porque o analista não soube vender os benefícios de um tratamento psicoterápico. Inclusive nas escolas de formação de psicanalista/psicoterapeutas não é ensinada a arte do marketing, da persuasão, da comunicação aberta e sobre o empreendedorismo na área de saúde mental. Entende-se que divulgar a profissão e os benefícios dela não seria ético, como se a psicoterapia/psicanálise, não fosse um serviço, que por mágica o cliente encontraria o profissional e saberia o que ele oferece.

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O contrato psicoterapêutico é uma ferramenta fundamental para o sucesso do tratamento psicanalítico. Ele garante que o paciente compreenda desde o início os termos e objetivos das sessões, evitando mal-entendidos e expectativas irreais. O terapeuta deve esclarecer as diferenças entre psicanalistas, psicoterapeutas e psiquiatras, assim como as abordagens terapêuticas que serão utilizadas. Além disso, é recomendado que informações detalhadas sejam passadas ao paciente antes da primeira sessão, o que favorece um relacionamento mais transparente e produtivo.

Saiba mais sobre

O que é o contrato psicoterapêutico?
O contrato psicoterapêutico é um acordo inicial que define os termos e expectativas do tratamento entre o terapeuta e o paciente.

Qual a importância do contrato terapêutico na psicanálise?
Ele garante transparência sobre o processo terapêutico, estabelecendo expectativas claras e o compromisso do paciente com o tratamento.

Quais são as principais diferenças entre psicanalistas, psicólogos e psiquiatras?
Psicanalistas atuam na interpretação psicanalítica, psicólogos tratam com terapias comportamentais sem prescrição de medicamentos, e psiquiatras podem prescrever medicações.

Como o contrato terapêutico pode ajudar na primeira sessão?
Ao estabelecer termos claros previamente, ele facilita a dinâmica inicial, evitando mal-entendidos e otimizando o tempo da consulta.

É necessário que o paciente entenda as diferentes abordagens terapêuticas?
Sim, é importante para que o paciente saiba o que esperar do tratamento e escolha o método mais adequado para suas necessidades.

O que deve ser esclarecido ao paciente antes do início do tratamento?
Detalhes sobre o tipo de tratamento, o papel do terapeuta, as expectativas quanto ao tempo e esforço necessários, além das questões financeiras.

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